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Mercado de autopeças cresce 8,41% no primeiro quadrimestre de 2026

O aftermarket brasileiro começou 2026 sob desconfiança. Os últimos meses de 2025 deixaram o setor cauteloso, e poucos esperavam uma virada tão rápida. Os dados do primeiro quadrimestre mudaram esse cenário. Os números do quadrimestre (Jan-Abr 2026 vs. 2025) O dado mais importante não é o crescimento, é o descolamento entre receita e volume O […]
Max Benites29 de junho de 2026

O aftermarket brasileiro começou 2026 sob desconfiança. Os últimos meses de 2025 deixaram o setor cauteloso, e poucos esperavam uma virada tão rápida. Os dados do primeiro quadrimestre mudaram esse cenário.

Os números do quadrimestre (Jan-Abr 2026 vs. 2025)

O dado mais importante não é o crescimento, é o descolamento entre receita e volume

O faturamento avançou 8,41%, mas a quantidade de produtos aplicados cresceu apenas 3,63%. A média de peças por serviço ficou praticamente igual (3,65 → 3,64).

Tradução prática: o setor não está vendendo mais peças por atendimento. Está capturando mais valor por atendimento.

Isso muda a leitura estratégica do ano. O crescimento de 2026 tem um componente claro de monetização, associado a:

•       Mix com itens de maior valor agregado

•       Serviços de maior complexidade técnica

•       Composição mais qualificada das ordens de serviço

 


Março foi o divisor do quadrimestre

Janeiro abriu bem (+4,82% no faturamento), mas fevereiro recuou (-1,37%), impactado pelo deslocamento do Carnaval, que em 2026 ocorreu entre 13 e 18/02, contra 28/02 a 05/03 em 2025.

Março compensou tudo: +28,03% no faturamento, apoiado em 22,22% mais dias úteis na comparação anual. Abril, por sua vez, confirmou a tese central do período: faturamento +3,38% mesmo com produtos e serviços praticamente estáveis.

O recado é claro: há espaço para crescer em valor mesmo quando o volume não acompanha.


O que isso significa para cada elo da cadeia

A alta acumulada de 8,41% no faturamento, combinada ao crescimento de 3,63% em produtos aplicados e 4,04% em serviços realizados, indica que a demanda segue ativa, mas que o principal diferencial econômico está na melhora de monetização.

Para os próximos meses, a pergunta central será se o setor conseguirá preservar esse equilíbrio: manter o avanço de serviços e aplicações, ao mesmo tempo em que sustenta ticket e receita média por produto. Caso esse movimento se confirme, o canal oficina seguirá como um dos termômetros mais relevantes para entender a saúde do aftermarket brasileiro.

O que esperar do restante de 2026?

O primeiro quadrimestre confirma uma tese clara: o crescimento do aftermarket em 2026 é sustentado por ganho de valor por atendimento, e não apenas por volume. Esse vetor, monetização via mix, complexidade técnica e qualificação das ordens de serviço,  tende a se consolidar conforme o calendário avança e a base de comparação se normaliza.

As oficinas seguem como o principal termômetro do aftermarket brasileiro, e os indicadores apontam para um ano de expansão qualificada para fabricantes, distribuidores, varejistas e redes de serviço que souberem ler a demanda com a granularidade certa.


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