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Usados em alta recorde: frota mais velha, reposição aquecida.

Estima-se que o Brasil caminha para 20 milhões de usados vendidos em 2026; com vendas de 0 km ainda 30% abaixo dopico de 2012, frota mais velha amplia demanda por manutenção e peças. O Brasil nunca comprou tanto veículo usado. Somente em julho, 1,75 milhão de veículos trocaram de dono, alta de 10,7% sobre junho, […]
Max Benites9 de setembro de 2026
Estima-se que o Brasil caminha para 20 milhões de usados vendidos em 2026; com vendas de 0 km ainda 30% abaixo dopico de 2012, frota mais velha amplia demanda por manutenção e peças.

O Brasil nunca comprou tanto veículo usado. Somente em julho, 1,75 milhão de veículos trocaram de dono, alta de 10,7% sobre junho, segundo dados do setor. No acumulado do ano, são quase 11 milhões de transferências, e a projeção é encerrar 2026 próximo dos 20 milhões, um recorde histórico. Por trás do fenômeno está uma mudança no bolso e no comportamento do consumidor brasileiro, com efeitos diretos sobre o mercado de reposição.

O efeito cascata

Para Anderson Silva, segundo os estudos de Frota Circulante da Fraga, o principal motor da altaé o preço do carro novo. “Em 2019, uma pessoa precisava de cerca de 49 salários mínimos para comprar um Onix 0 km. Hoje, precisa de 63”, compara. Na prática, um Onix 2026 custa em torno de R$ 101 mil,
enquanto o mesmo modelo de 2023 sai por aproximadamente R$ 70 mil.

A diferença de mais de R$ 30 mil produz o que Silva chama de efeito cascata: “Quem compraria um carro zero acaba comprando um seminovo, de um a três anos. E quem compraria o seminovo acaba comprando um usado, a partir de quatro anos”, explica. O movimento chegou a produzir um marco inédito: em janeiro de 2026, pela primeira vez, vendeu-se mais moto zero do que carro zero no país.

Gol: fora de linha, dono da rua

O retrato da preferência nacional aparece no ranking de usados, liderado com folga pelo Volkswagen Gol, que nem é mais fabricado. O levantamento da Frota Circulante da Fraga explica a liderança: o Gol é o veículo com maior presença nas ruas do Brasil, com cerca de 3,2 milhões de unidades em circulação,
ante 1,9 milhão do segundo colocado  cerca de 68% a mais. “Além do volume, há a identificação com o público. É um carro fácil de revender, que todo mundo gosta”, afirma Silva.

Frota mais velha, reposição mais forte

O crescimento dos usados acontece em paralelo a outro movimento estrutural: o envelhecimento da frota. O mercado de veículos leves 0 km atingiu o pico de cerca de 3,5 milhões de unidades vendidas em 2012. Em 2025, foram aproximadamente 2,5 milhões, 30% a menos. “Se entra menos veículo novo, a
frota vai ficando mais velha conforme o tempo passa”, resume Silva, que projeta a continuidade dessa tendência para os próximos anos na linha leve.

Para o aftermarket, a combinação é positiva. “Quanto mais veículos usados sendo vendidos e envelhecendo, mais manutenções preventivas e corretivas acontecem. E cada carro que troca de dono passa por revisão: troca de óleo, freios, filtros”, afirma Silva. O reflexo percorre toda a cadeia, fabricante, distribuidor, varejo, oficina e mecânico.

A Fraga transforma esse cenário em inteligência de mercado: cruzando os dados de frota circulante, calculados a partir dos emplacamentos do Denatran, com desconto da taxa de mortalidade dos veículos, com a taxa de troca de cada grupo de produto, a empresa dimensiona a demanda real por peças, por região, para os fabricantes do setor.

A conversa completa está no episódio 4 do Fragacast, disponível no Youtube.

E se a sua empresa ainda não usa os dados de Frota Circulante para planejar demanda, portfólio e cobertura regional, a pergunta que fica é: por que ainda não usa? Entre em contato com o comercial da Fraga e saiba como a Frota pode atender o seu negócio.


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